Sempre gostei de gatos e tive a felicidade de conviver com eles durante a minha infância e adolescência. Aquando da minha independência, tive como primeiro companheiro o “Tareco” um gato amarelo já adulto, que apareceu abandonado, e que se tornou durante dois anos um grande amigo de quatro patas. Infelizmente, após alguns meses da minha mudança para a casa nova, morreu. O desgosto foi muito e nada, nem ninguém, me conseguiria consolar não fosse a chegada da minha preciosa gata. A “Mag Maggy” – Tita – foi-me oferecida pelo meu marido que sabia o quanto gostava dos Bosques da Noruega.Era uma bolinha de pêlo saltitona, muito marota e logo se transformou numa belíssima gata, de feitio muito particular. Muito faladora e resmungona, sempre pronta para um passeio, fosse de carro ou a pé. O meu entusiasmo cresceu e comecei a frequentar as exposições.
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O Forest Spirit Amadeus e a Mag Maggy, a dada altura, enamoraram-se e o namoro que começou em Famalicão acabou em Bragança. Como resultado deste acontecimento nasceram os AS: Aiko, Angel, Ara, Anúbis e Argos. Apesar de considerada uma ninhada grande, como se previa pela ecografia realizada à quinta semana de gestação, os gatinhos nasceram fortes e todos com peso superior a 100 gramas.
Cresceram saudáveis e cumpriram com todas as recomendações do clínico que os assistiu. As desparasitações, a primovacinação e os complementos nutritivos.
Sendo uma criação responsável, tive sempre em atenção a saúde de todos os gatos, os cuidados com a higiene tanto dos gatinhos como de todos os utensílios, arranhadores, ginásio e maternidade.
Em Janeiro de 2003, dei um passo de gigante na minha criação. Viajei até à Suécia e, de lá, trouxe a “Hilda”.
Os contactos começaram desde muito cedo com um criador que considerei ter gatos dos Bosques da Noruega que satisfaziam as minhas expectativas.

História da ida à Suécia
Partimos na madrugada do dia 16 de Janeiro e só à tarde tomámos conhecimento da temperatura que se fazia sentir em Gotemburgo. Estava frio e começava a anoitecer. No nosso carro alugado iniciámos a viagem até à cidade de Tidaholm. A noite demorou a cair e a viagem tornou-se demorada, já estávamos cansados, o gelo na estrada fazia com que estivéssemos mais atentos, a natureza deslumbrante despertava os nossos olhares para o interior dos bosques de pinheiro e bétula. Restos de neve preenchiam os espaços mais escondidos da floresta e, de onde a onde, surgia uma casa. As casas, essas, eram de madeira e confundiam-se com os tons da floresta. As janelas repletas de velas e candeeiros, luziam de todas as divisões, parecendo querer mostrar que alguém lá vivia.
Quando chegámos ao hotel fomos muito bem recebidos, o quarto muito quente, o papel de parede às riscas, os cortinados às pintas e a alcatifa rosa coloriam a nossa chegada, contrastando com a paisagem. Estávamos exaustos e soube muito bem saber que o jantar nos era oferecido. O sabor a ervas adocicadas transformou a galinha e a batata em algo que nunca tínhamos comido, não apostámos nos molhos com receio de algum sabor ainda mais estranho. A luz das velas e dos candeeiros iluminou o nosso jantar.
Quando nos levantámos no dia seguinte, depois de um pequeno almoço sueco, resolvemos passear e conhecer um pouco da região. Os rios estavam congelados e os patos escorregavam sobre o gelo. Não se via ninguém, estava muito frio. As crianças encarapuçadas vão para escola de passo apressado. Os carros, esses sem pressa alguma, paravam para um casal de patos atravessar e assim pouco a pouco o dia ia nascendo...
A paisagem rasgada por ramos livres de folhas e relva queimada pela neve ganhava cor com as casas simples mas cuidadas, com jardins encantados com casinhas para crianças e casinhas para os pássaros. As bicicletas à porta, a pá para a neve e as luvas penduradas completam o quadro. Os cães e os gatos não se vêm. Ao fim do dia, os cães saem com os seus donos para passear, mas logo se recolhem no lar quente junto à família. A lei não permite as horrendas casotas de corrente de um metro presa ao desgraçado e muito menos animais abandonados, que nem um se viu. Todos os anos, pela Primavera, são muitas as campanhas de esterilização em todas as cidades e a colocação do microchip é obrigatória.
Da Hilda e do Amadeus nasceram os gatinhos da ninhada C: Cedric, Cyrus, Cissa, Chris e Cassy. E por fim, a ninhada D: Daisy e Domus. Em 2003, decidi terminar a criação, com muita pena minha. Neste momento o Nino e a Hilda estão castrados e a Tita infelizmente já não é viva. Por este nosso país é possível aceder a alguns dos filhos e netos, já que alguns gatos pertencem a criadores desta magnífica raça.

Aiko - Gatil Twin Souls (saber +)
Angel - Gatil Gabriel´s Place (saber +)
Daisy - Gatil Central Cats (saber +)
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